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Uma análise da sociedade brasileira em “Pop Brasil: Vanguarda e nova figuração, 1960-1970”

  • gestao659
  • 15 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de set. de 2025

Maior exposição da Pinacoteca em 2025 reúne 250 obras de mais de 100 artistas representantes das décadas de 60 e 70

Artes feitas com estilo Pop Art
Créditos: Reprodução/Wikimedia Commons

A Pinacoteca de São Paulo recebe até o dia 5 de outubro a exposição “Pop Brasil: Vanguarda e nova figuração, 1960-1970”, na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. Com entrada gratuita aos sábados, os visitantes são convidados a apreciar obras que retratam as vivências da sociedade brasileira da época, durante a ascensão do movimento Pop Art. Entre fotografias, pinturas e esculturas, temas como indústria cultural, ditadura militar e modernização são analisados.


A mostra é dividida em diferentes momentos que retratam os eixos temáticos. Ela se inicia com um conjunto de bandeiras utilizadas no evento “Happening das Bandeiras”, em 1968, em que os artistas buscavam uma maior visibilidade para as artes visuais. Logo após, são expostos trabalhos que abordam a formação da indústria cultural no Brasil e retratam os grandes nomes da música nacional como celebridades.


A época da ditadura militar foi representada através de caricaturas de generais, registros de presos políticos e fotografias. A urbanização das cidades e a disputa pelos espaços públicos aparecem em obras com elementos das cidades como semáforos, setas e ideias coletivas. Artistas como Nelson Leirner, Claudia Andujar, Humberto Espíndola e Artur Barrio são alguns dos nomes que compõem a grande exposição.


Cultura Pop Art


Criada em 1956, a Pop Art surgiu na Inglaterra com a obra “O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?” de Richard Hamilton. Foi na década de 60 que ganhou mais reconhecimento ao chegar aos Estados Unidos, através do artista Andy Warhol. Trata-se de um movimento de artes plásticas que busca transformar a arte em cultura de massa, utilizando figuras populares presentes na mídia. O foco do projeto é a sociedade de consumo e os veículos de comunicação em massa, ao criticar o modelo de vida americano. Também quebra a ideia de existência da cultura superior, questionando o limite entre a arte e o produto.


No Brasil, essa vertente chegou na década de 60, durante o período da ditadura militar. Os artistas brasileiros utilizavam a arte como um meio de comunicação com a população e como uma forma de criticar o sistema político da época. Como os americanos criticavam a alienação e o consumismo, os brasileiros utilizavam as técnicas do pop art, mas abordavam outras questões, como a censura e perseguição.


Por Isabela Slussarek



 
 
 

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