“Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil” - Uma análise das diferentes visões sobre o anoitecer
- gestao659
- 16 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de set. de 2025
Mostra reúne obras que exploram a diversidade das práticas sociais na vida noturna

A exposição “Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil” está em cartaz durante os dias 22 de março até 27 de julho, na Pinacoteca de São Paulo, no edifício Pinacoteca Luz. Com entrada gratuita aos sábados, o público é convidado a explorar os sete núcleos que compõem a mostra e que abordam as diferentes visões dos artistas sobre as características do anoitecer. As salas abordam temas desde o processo de modernização até os enigmas e personagens místicos que vivem a noite.
“Percebemos que a noite reflete problemas artísticos, relativos à luminosidade e à representação dos sonhos e visões, mas também problemas sociais, relacionados ao trabalho, à coletividade e ao uso do espaço público", declara Renato Menezes e Thierry Freitas, curadores da exposição.
A exposição é iniciada com o tema da modernização de São Paulo, a partir do desenvolvimento da energia elétrica, fator responsável pela nova configuração urbana. Obras como “Fachada do Teatro Municipal”, de Valério Vieira, e “São Paulo”, de Agostinho Batista de Freitas, abordam a vida coletiva paulistana. A segunda sala aborda o tema da sociabilidade noturna, como as festas populares, casamentos e bailes, retratado em trabalhos como “´Parquinho”, de Ranchinho, e “Festa de Iemanjá”, de Babalu.
O núcleo seguinte é marcado pela presença de personagens associados à noite, que causam uma reflexão sobre o julgamento da sociedade em relação a um estilo de vida que não é bem visto. A prostituição, os bordeis e a desigualdade social são temas propostos em trabalhos como “Fantoches da meia-noite”, do artista Di Cavalcanti, e “Mulheres do mangue com espelhos, de Lasar Segall. A quarta sala aborda a presença do lobisomem, uma figura evocada pela lua cheia, com peças de madeira que remetem ao personagem, e com representações das formas da lua.
Logo após, as obras “Fachada roxa e verde”, de Volpi, e “Cafezal #1”, de Adir Mendes de Souza, representam as paisagens noturnas através do abstrato e da metafísica. A sexta sala retrata os sonhos, pesadelos e assombrações, como em “Exu-Caveira”, de Chico Tabibuia. Por fim, a exposição se encerra com a transição do dia para a noite, por meio de obras de Djanira e Heitor dos Prazeres.
Para saber mais informações acesse o site da Pinacoteca de São Paulo: https://pinacoteca.org.br/programacao/exposicoes/tecendo-a-manha-experiencia-noturna-na-arte-do-brasil/.
Por Isabela Slussarek



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