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Museu das Culturas Indígenas abre novas exposições imersivas

  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura

Espaço de conquista dos povos indígenas é aberto para o público entrar em contato com sua própria história, e com outras histórias do Brasil.


Por Mariana Kochanski

Créditos: acervo MCI
Créditos: acervo MCI

Localizado na Zona Oeste da capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é um espaço dedicado ao encontro entre povos indígenas e não indígenas, promovendo diálogo, escuta e troca de saberes.


O museu se destaca por sua proposta inovadora de gestão compartilhada, com protagonismo do Conselho Indígena Aty Mirim, formado por lideranças de diversos povos do estado. A instituição também faz parte do Governo do Estado de São Paulo, administrada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, em parceria com a ACAM Portinari e o Instituto Maracá.


Mais do que um espaço tradicional, o MCI é um espaço vivo, em constante construção coletiva. Em pela metrópole, ele reúne diversas etnias e cria pontes entre culturas, trazendo ao público experiências que vão além da observação: aqui, a proposta é sentir, ouvir e participar.


A programação atual reúne exposições temporárias que abordam temas como  colonialidade, preservação ambiental, memória, território e resistência indígena contemporânea.


A agenda prevê quatro exposições presenciais, sendo elas: 


“Ocupação Decoloniza – SP Terra Indígena”, que apresenta obras criadas por artistas indígenas que ocupam diversos espaços do museu. A mostra propõe um olhar crítico sobre o espaço urbano e periférico, desconstruindo estereótipos e reforçando a presença indígena na contemporaneidade por meio de diferentes linguagens artísticas.


Já “Nhe'ẽ Ry – Onde os Espíritos se Banham” convida o visitante a mergulhar na atmosfera da Mata Atlântica sob a perspectiva indígena. A proposta é proporcionar uma experiência imersiva e sensorial, estimulando a reconexão com a natureza. Mais do que informar, a exposição busca fazer o público sentir que também faz parte desse território vivo.


Com foco na fauna e na preservação ambiental, “Mymba’i – Pedindo Licença aos Espíritos, Dialogando com a Mata Atlântica” reúne produções desenvolvidas durante uma residência artística com participação indígena e curadoria de Tamikuã Txihi Pataxó. Além das obras visuais, a exposição conta com atividades interativas, como jogos indígenas, contação de histórias, cantos e rodas de conversa, ampliando a experiência para diferentes públicos.


A exposição coletiva “Hendu Porã’rã – Escutar com o Corpo”, construída por lideranças Guarani das Tekoás do Jaraguá (SP), reforça a importância da escuta profunda, não apenas com os ouvidos, mas com o corpo inteiro. A mostra apresenta reflexões sobre território, espiritualidade e resistência, evidenciando que a luta indígena envolve a defesa integral da vida: rios, florestas, animais, plantas e dimensões espirituais.


Todas as exposições vão de 25 de fevereiro a 31 de março, de terça, quarta, sexta, sábado e domingo até às 17h00, e quinta até às 20h00.


Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla nesse link, com entradas inteiras por R$15,00 e meias por R$7,50.


Serviços:

Museu das Culturas Indígenas

Endereço: R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca – São Paulo/SP

Telefone: (11) 3873-1541


Gratuidade: público em geral às quintas-feiras e indígenas todos os dias, além de categorias específicas previstas em política institucional.

Meia-entrada: disponível para estudantes, jovens de baixa renda, pessoas acima de 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência (com direito a acompanhante).


 
 
 

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