In.Visível - O Que Não Se Vê, Se Sente: A inclusão e transformação na fotografia
- gestao659
- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de set. de 2025
Fotógrafo cego, João Maia, expõe trabalho realizado durante as Paraolimpíadas de Paris

Entre os dias 16 de julho e 21 de setembro, a Unibes Cultural, em São Paulo, abre portas para a exposição gratuita “In.Vísivel - O Que Não Se Vê, Se Sente”, uma produção do fotógrafo cego João Maia. O acervo reúne as principais imagens do artista, capturadas durante os Jogos Paraolímpicos de Paris 2024. Os registros transmitem estados, pulsações e presenças, através dos sons e dos movimentos. No dia 2 de agosto, o próprio João foi responsável por guiar o público pela exposição. No dia 9, o artista se reuniu com o colega de profissão Wander Roberto e com a atleta paralímpica Elizabeth Rodrigues Gomes, para uma conversa sobre o papel da arte no esporte, o “Em Foco: Protagonismo e Acessibilidade”.
O objetivo é valorizar a inclusão dos atletas com deficiência e incentivar o público a consumir cada vez mais essa vertente do esporte. Além disso, também busca inserir as pessoas com deficiência no centro de um projeto importante, usando a representatividade como maneira de transformação social.
“Eu enxergo com o meu coração. Minhas fotos não são apenas imagens: são pulsares de vida, captados com o que vai além da visão — como os sons, os cheiros, os toques e, sobretudo, com a alma", alega João Maia.
João foi o primeiro fotógrafo cego a registrar as imagens durante os Jogos Paraolímpicos no Rio de Janeiro, em 2016, e em Tóquio 2020. Com a perda da visão, aos 28 anos, o fotógrafo aperfeiçoou os outros sentidos do corpo, principalmente a audição. É a partir dos sons que o artista sabe os momentos perfeitos para registrar uma ação.
Para conhecer mais sobre a história do artista e sobre seus trabalhos acesse o site https://fotografiacega.com.br/.
Por Isabela Slussarek



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