“Hip-Hop 80’sp: São Paulo na Onda do Break” - A dança de rua como protagonista da arte
- gestao659
- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de set. de 2025
Acervo reúne cerca de 3 mil obras em busca da preservação da história do Hip-Hop

Até o dia 29 de março de 2026, o Sesc 24 de Maio é sede da exposição gratuita “Hip-Hop 80’sp: São Paulo na Onda do Break”, que reúne mais de 3 mil obras, como fotografias, roupas, equipamentos antigos e depoimentos. As fotos de Martha Cooper, responsável por registrar a criação do hip-hop em Nova York, as produções audiovisuais de Michael Holman e o documentário de Henry Chalfant são os pontos altos da exposição.
A mostra expõe as regiões de São Paulo que foram palcos de resistência para o hip-hop: a estação São Bento, a Praça Roosevelt, o Parque Ibirapuera e o próprio espaço do Sesc 24 de Maio. O objetivo é preservar a memória dessa cultura e mostrar para as gerações posteriores o quanto essa prática foi importante para a cidade e para a integração cultural, como pauta política e social. O percurso da exposição retrata o espaço como se fosse uma linha de metrô que conecta o sul do Bronx, local em que se deu início ao movimento, e o centro paulista, o coração do hip-hop.
Além do estilo musical, aspectos como o uso do grafite na arte, o cinema como disseminador de cultura, a ditadura militar e a representação das mulheres nos espaços urbanos também foram fatores importantes para a criação da exposição. Para Luiz Galina, o diretor do Sesc São Paulo, “ao realizar essa exposição, o Sesc reitera seu compromisso com a valorização e a historicização de matrizes culturais diversas, caracterizadas pela combinação entre contestação e inventividade”.
O hip-hop em São Paulo
A cidade de São Paulo foi pioneira para a chegada do estilo no Brasil. Na década de 80, a Rua 24 de Maio, no centro, era ponto de encontro de jovens interessados por esse novo estilo. Logo após, a estação de metrô São Bento foi dominada por esse grupo, com danças de break, apresentações de rap e instrumentos representativos, como o boombox. O local virou referência para a organização de festivais, que incentivavam batalhas de dança, shows de grupos de rap e o trabalho de DJ’s e grafiteiros.
Por Isabela Slussarek



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